Inteligência e confusão

Mais do que burras, as pessoas são confusas. Muito daquilo que chamamos de burrice nada mais é do que a dificuldade de colocar em ordem os pensamentos, de maneira que eles se tornem claros o suficiente para permitir entender a realidade.
 
Mesmo pessoas de nível cultural inferior, dentro daquilo que seu conhecimento lhes permite saber, poderiam pensar com muito mais claridade se aprendessem a organizar aquilo que está na cabeça delas.
 
É por isso que vemos tantos considerados intelectuais falando asneiras e tomando posições estúpidas. Por mais que tenham muitas informações em suas cacholas, estas são apenas um emaranhado de dados, sem conexão, sem ordem, sem sentido.
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O erro do desprezo pela lógica

É comum, hoje em dia, as pessoas dizerem que a lógica não é tão importante. Que passou o tempo dela e que o que conta agora é a criatividade. Um tanto traumatizados com as idiotices que os lógicos costumam cometer, acreditam que desprezar a lógica é o caminho mais correto a seguir.

Eu não vou negar que alguma razão há nessa desmistificação da lógica. De fato, existem pessoas que acreditam que ela é o símbolo máximo da inteligência, como se bastasse ser um bom lógico para desvendar os grandes mistérios da humanidade.

No entanto, não é por sua completa desmoralização que o ser humano encontrará os caminhos do conhecimento. Na verdade, a lógica é um instrumento necessário para o raciocínio, apesar de não ser suficiente para ele. Como instrumento é indispensável, mas para que o pensamento se complete e tenha sentido é necessário preencher as variáveis com conteúdo. E é no preenchimento do conteúdo que serão necessários a criatividade, a capacidade de abstração, o senso imaginativo, o conhecimento real e o domínio da linguagem.

Confundir isso com a não necessidade da lógica é, por si mesmo, ilógico. Achar que a lógica é um instrumento ultrapassado é não entender nem sua função, nem seu alcance. Por isso, quando eu ouço, como tenho ouvido de alguns experts, que a lógica não é mais importante, tenho certeza que esse desprezo afetou, antes de tudo, suas próprias inteligência.

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